O que é controle patrimonial? Como manter o controle dos equipamentos e bens da empresa

Controle patrimonial é saber quais equipamentos sua empresa possui, onde estão e em que estado se encontram. Veja como montar um registro de bens que o time realmente mantém atualizado.

Controle patrimonial é o hábito de manter um registro atualizado das coisas físicas que a sua organização possui: notebooks, projetores, ferramentas, móveis, eletrodomésticos, veículos e as peças de reposição que os mantêm funcionando. Um bom registro responde em segundos a três perguntas sobre qualquer item: é nosso, onde está agora e em que estado se encontra?

A maioria dos times já tem alguma versão dessa lista. Geralmente é uma planilha criada durante uma mudança de escritório ou uma auditoria, e que vem se distanciando da realidade desde então. Este artigo mostra o que deve entrar na lista, como estruturá-la para que continue confiável e quando uma planilha simples ainda é a ferramenta certa.

Controle patrimonial não é a mesma coisa que estoque

Estoque é consumido e reposto. Patrimônio permanece. Uma caixa de papel de impressora some em poucas semanas; a impressora fica no canto por anos. Essa diferença muda o que vale a pena rastrear.

Com estoque, a pergunta é “quantos ainda temos e quando repor?”. Com patrimônio, as perguntas são “onde está, quem moveu e ainda está aqui?”. Um registro de bens, a lista dos equipamentos e do patrimônio que vocês possuem, trata principalmente de localização e identidade, e menos de quantidade.

Muitos times precisam dos dois ao mesmo tempo. Uma equipe de manutenção cuida das furadeiras e escadas (patrimônio) e dos parafusos, filtros e lâmpadas que as acompanham (estoque). Ajuda quando os dois ficam no mesmo lugar, para que ninguém precise manter duas listas.

O que deve entrar em um registro de bens

Registrem o que custaria tempo ou dinheiro se sumisse ou quebrasse sem que ninguém percebesse. Um registro prático costuma cobrir estes grupos:

Grupo Exemplos Por que rastrear
Equipamentos de TI Notebooks, monitores, tablets, roteadores Passam de mão em mão; fácil perder o rastro
Equipamentos de AV e eventos Projetores, caixas de som, microfones, mesas dobráveis Saem do prédio e precisam voltar
Ferramentas Furadeiras, escadas, lavadoras de alta pressão, multímetros Compartilhadas entre unidades e veículos
Móveis e instalações Mesas, cadeiras, prateleiras, quadros brancos Mudam de sala durante reorganizações
Eletrodomésticos Geladeiras, aquecedores, cafeteiras, máquinas de lavar Precisam de manutenção; costumam ficar em espaços alugados ou compartilhados
Peças de reposição Filtros, lâmpadas, correias, chaves Pequenas, mas a falta de uma trava um conserto

Deixem de fora o que ninguém sentiria falta. Um registro que tenta listar cada grampeador fica longo demais para manter atualizado, e aí ninguém confia mais nele.

Os detalhes que vale a pena registrar para cada item

Para patrimônio, um conjunto curto e consistente de detalhes vale mais do que uma planilha larga com trinta colunas que ninguém preenche. Para cada item, registrem:

  • Um nome claro. Algo que um colega reconheceria: “Projetor, sala de reunião” ou “Notebook 07”. Se vocês têm várias unidades idênticas que querem acompanhar individualmente, dê a cada uma seu próprio número no nome.
  • Uma descrição. O que diferencia duas coisas parecidas: tamanho, cor, modelo, número da peça, o número de série impresso atrás.
  • Onde ele mora. A sala, prateleira, armário ou veículo a que pertence, como “Sala 204” ou “Van 2”, e o prédio ou unidade onde esse lugar fica.
  • Fotos. Uma foto mostra o estado e facilita encontrar o item. Também resolve a dúvida “esse risco já existia antes?”.
  • Tags. Etiquetas curtas para agrupar itens entre salas: “TI”, “kit de eventos”, “precisa de manutenção”, “emprestado”.
  • Uma etiqueta no próprio item. Uma etiqueta QR ou código de barras conecta o objeto físico ao seu registro.

Itens idênticos que vocês nunca precisam diferenciar, como quarenta cadeiras dobráveis, podem continuar como um único registro com uma quantidade. Separem um item em registros numerados só quando precisarem saber onde está cada unidade.

Dê um nome a cada lugar, depois etiquete

O rastreamento de equipamentos costuma falhar porque “onde ele mora” é vago. “O depósito” não é um local quando o depósito tem seis prateleiras e uma gaiola.

Comecem listando os lugares antes dos itens. Nomeiem cada sala, armário, prateleira, gaiola e veículo da forma como o time já os chama. Agrupem esses lugares por prédio ou unidade. Depois etiquetem cada lugar, assim como cada item. Quando alguém escaneia uma prateleira, vê tudo o que deveria estar lá; quando escaneia um item, vê onde ele deveria estar.

Isso também facilita registrar as movimentações. Quando o projetor sai da Sala 204 para o salão principal, o registro deve mudar em uma única etapa, pelo celular na mão, não numa mesa no fim da semana.

Mantenham um histórico, não só uma fotografia do momento

Um registro que mostra apenas o estado de hoje não responde às perguntas que surgem depois: quando isso saiu do estoque, quem moveu e quando foi visto pela última vez?

Um histórico de mudanças responde a essas perguntas sem que ninguém precise se lembrar. Cada mudança registra o que mudou, quem fez e quando. Se um notebook sumir, dá para ver o último lugar registrado e a última pessoa que mexeu no registro. Isso transforma uma conversa constrangedora em uma checagem rápida.

O histórico também ajuda quando alguém sai do time. O registro do que essa pessoa mudou deve continuar lá depois que ela sai, para que o conhecimento dela sobre o equipamento não vá embora junto.

Façam contagens em um ciclo definido

Mesmo um bom registro se desatualiza. Coisas são movidas sem que o registro seja atualizado, emprestadas e não devolvidas, ou descartadas quando quebram. Uma checagem regular traz a lista de volta à realidade.

Uma rotina simples que funciona para a maioria dos times:

  1. Escolham um ciclo. Verifiquem itens de alto valor ou que se movem com frequência mais vezes, e móveis com menos frequência.
  2. Percorram um lugar de cada vez. Escaneiem a etiqueta da prateleira ou da sala, olhem a lista e confirmem que cada item está lá.
  3. Corrijam as diferenças na hora. Ajustem a quantidade exata, registrem a movimentação ou anotem que algo está faltando.
  4. Acompanhem o que falta. Tudo que estiver faltando recebe uma tag ou nota e uma pessoa responsável por procurar.
  5. Atualizem fotos quando o estado mudar. Uma foto nova é o jeito mais rápido de relatar o estado.

Dividir a checagem por lugar, em vez de fazer o prédio inteiro em um dia só, mantém a tarefa pequena o suficiente para acontecer de verdade.

Quando uma planilha ainda é suficiente

Uma planilha é um bom registro de bens se uma pessoa é responsável por ela, a lista é curta, tudo fica em um único prédio e as coisas raramente se movem. Se vocês adicionam uma linha ao comprar algo e apagam ao descartar, e é só isso, uma planilha resolve sem custar nada novo.

Ela começa a falhar quando várias pessoas precisam atualizá-la, quando o equipamento se move entre salas, unidades ou veículos, quando vocês querem fotos, ou quando precisam saber quem mudou o quê. Planilhas também não moram no próprio equipamento. Uma etiqueta que abre o registro do item no celular é difícil de construir em cima de um arquivo.

Onde a Tana entra

A Tana é um aplicativo de controle de estoque compartilhado para times. Foi criado para estoque, mas as mesmas peças cobrem um registro de bens prático para equipamentos e patrimônio.

  • Itens, estoques e locais. Cada equipamento é um item com nome, descrição, fotos e tags. Estoques são os lugares onde as coisas ficam, como uma prateleira, uma sala como “Sala 204” ou um veículo como “Van 2”. Locais agrupam estoques por prédio ou unidade, com endereço e ponto no mapa.
  • Etiquetas QR. Imprimam etiquetas QR para itens e estoques direto do aplicativo web. Escanear com a câmera do iPhone ou iPad, ou a câmera do navegador no aplicativo web, abre o item ou estoque correspondente. Vocês também podem associar o código de barras do fabricante a um item.
  • Movimentações e contagens. Movam um item entre estoques em uma única etapa, ou ajustem a quantidade exata durante uma contagem.
  • Histórico. A Tana registra quem mudou o quê, quando e em qual estoque, e mantém esse registro depois que um membro sai. O plano gratuito guarda 30 dias de histórico; os planos pagos guardam até 10 anos.
  • Uma lista única e atualizada para o time. Todos veem os mesmos números, e vocês podem exportar um CSV que abre em qualquer planilha.

Para ser transparente sobre o que a Tana não faz: ela não calcula depreciação, não mantém registros contábeis, não controla empréstimos com retirada e devolução, nem rastreia números de série como um campo separado. Se precisarem disso para fins fiscais ou contábeis, mantenham essas informações na ferramenta usada pelo contador de vocês, e usem a Tana para a pergunta do dia a dia sobre o que vocês têm e onde está. Há um plano gratuito, sem precisar de cartão.

Perguntas frequentes

O que é controle patrimonial?

Controle patrimonial é manter um registro preciso e atualizado dos equipamentos e do patrimônio físico que uma organização possui, incluindo onde cada item está e em que estado se encontra. É diferente do controle de estoque, que foca nas quantidades de coisas que são consumidas e repostas.

Qual é a diferença entre um registro de bens e um controle de ativos fixos?

No dia a dia, os dois são listas dos equipamentos e do patrimônio que vocês possuem. Um controle de ativos fixos para fins contábeis geralmente inclui dados financeiros, como custo de aquisição e depreciação, gerenciados pelo contador. Um registro de bens operacional foca em localização, estado e quem cuida de cada item. Muitas organizações mantêm os dois e os conferem entre si.

Como começo a rastrear equipamentos?

Listem primeiro os lugares: salas, prateleiras, armários e veículos. Depois adicionem os itens cuja perda custaria tempo ou dinheiro, com nome, descrição, foto e local de origem. Etiquetem tanto os lugares quanto os itens para que qualquer pessoa possa escanear e conferir.

Com que frequência devo conferir o inventário de equipamentos?

Verifiquem itens de alto valor e que se movem com frequência mais vezes, e móveis com menos frequência. Conferir uma sala ou prateleira de cada vez, em um ciclo regular, é mais fácil de manter do que uma grande contagem uma vez por ano.

Posso usar a Tana como registro de bens?

Sim, para o lado prático: o que vocês têm, onde está, qual é a aparência e quem mudou o registro. A Tana não lida com depreciação, contabilidade ou controle de empréstimos, então mantenham isso nas suas ferramentas contábeis.

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